Esta segunda leva ficou bem melhor e foi inclusive avaliada pelo amigo Roberto Fonseca, do Latinhas do Bob (o resultado pode ser conferido aqui).
Como experiência, resolvemos guardar um exemplar desta segunda leva para ver como o tempo agiria na cerveja. Eis que chegou a hora de prová-la, um ano depois de produzida. Esta oatmeal stout foi feita em 16/11/2007 e foi aberta agora, no dia 21/11/2008.
Será que estaria estragada? Vejam a foto da dita aqui embaixo:
Já ao abrí-la, era perceptível que tudo estava certo com ela. Pudemos notar que por ter baixo teor alcoólico, corpo e IBU, o envelhecimento não é muito favorecido nesta cerveja. Parece que os sabores foram levemente atenuados, ficando mais suaves do que nos primeiros meses pós-engarrafamento.
Também foi notável um leve sabor de oxidação, devido à exposição (mesmo que pouca) à luz. Mas outras coisas se aprimoraram: a espuma ficou mais consistente e com bolhas menores, e na boca ficou com um final mais seco.

Na fila de "cervejas velhas" está uma American Pale Ale e uma Fruit Beer feita com Amoras Pretas que foram fabricadas em Janeiro. Aliás, a última American Pale Ale desta leva que abrimos no mês passado estava "ignorante" de tão boa!
Caso alguém queira, segue abaixo a receita da nossa Oatmeal Stout batizada de "Canário Negro":
Maltes:
- Vienna (Weyermann) - 25,3%
- Munich (Weyermann) - 6,3%
- Carahell (Weyermann) - 6,3%
- Carafa III (Weyermann) - 10,1%
- Pilsen (Agromalte) - 44,3%
- Aveia em Flocos (Quaker) - 7,6%
Lúpulos:
- Galena - 12gr (50 minutos)
- Mount Hood - 7gr (20 minutos)
- Mount Hood - 8gr (5 minutos)
Levedura:
- US-05 (Fermentis) - 1 sachet
A mostura foi feita em temperatura de 66ºC por uma hora. O resultado foram 18 litros de cerveja.
Esta cerveja foi marcante para nós, pois foi a primeira e também é de um estilo que apreciamos muito. Foi muito legal bebê-la e relembrar o que aconteceu durante o último ano...